Irani

Gestão Ambiental

A IRANI possui uma área de Gestão Ambiental que inclui estrutura organizacional, atividades de planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos para desenvolver, implementar, atingir, analisar criticamente e manter a sua Política Ambiental.

Trabalha integrada com as gerências da Empresa, auxiliando na identificação e no tratamento de aspectos ambientais, e busca constantemente por uma atuação participativa e atenta a todos os envolvidos.

A área promove a gestão ambiental atmosférica, de resíduos sólidos, de efluentes, de recursos não-renováveis e monitoramento da qualidade de ar.

Tem como missão contribuir para a busca da excelência empresarial a partir de uma atuação responsável em relação às ações da IRANI e suas interações com o meio ambiente, reduzindo riscos e otimizando iniciativas.

Conheça abaixo, os nossos principais programas ambientais.


Imagem do case Recuperação de APP

Para reverter a fragmentação de remanescentes de vegetação nativa, a IRANI desenvolve o projeto de Recuperação de Área de Preservação Permanente (APP) do Ribeirão da Anta, localizado nas proximidades do parque fabril de Vargem Bonita –SC. 

O projeto está recompondo a cobertura vegetal do ribeirão com o intuito de formar corredores ecológicos. A APP, onde é realizado o trabalho, totaliza 9,75 hectares e 7,28 hectares estão sendo recuperados por meio do plantio de mudas de espécies nativas como Aroeira (Schinus terebinthifolia); Angico (Anadenanthera macrocarpa); Bracatinga (Mimosa escabrella) e Araucária (Araucária angustifólia), entre outras.

O trabalho possibilitou a vegetação de 15,22 hectares, sendo 7,28 hectares da APP do Riacho da Anta e 7,94 hectares em áreas de compensação por meio do plantio de cerca de 8 mil mudas, pertencentes a 16 espécies nativas da região.

Para o andamento deste projeto, a IRANI obteve a Licença Ambiental de Operação (LAO) específica com validade até 2013, período no qual será apresentado o relatório de monitoramento da área.

Em 2011, o Projeto de Recuperação da APP do Riacho da Anta ganhou o prêmio Expressão Ecologia, na categoria Recuperação de Áreas Degradadas. O prêmio é certificado pelo Ministério do Meio Ambiente e é considerado a maior premiação ambiental do Sul e o maior mapa da evolução das empresas em direção à sustentabilidade.

Imagem do case Educação Ambiental

O programa de Educação Ambiental da Celulose Irani é desenvolvido desde 2006, e até 2010, já disponibilizou 5.182 horas aos colaboradores para o tema. Nesse período envolveu-se aproximadamente 14 mil pessoas nas ações desenvolvidas.

O Programa é composto por ações realizadas durante o decorrer do ano enfatizando datas comemorativas consolidadas no calendário da Empresa, como o Dia da Água, Semana do Meio Ambiente, Dia da Árvore e Dia do Rio. Essas ocasiões são celebradas com atividades educativas que visam despertar nos envolvidos hábitos e atitudes sustentáveis.

Horta Ecológica

Uma das principais ações do Programa de Educação Ambiental é a Horta Ecológica, realizada em parceria com a Escola de Educação Básica Galeazzo Paganelli de Campina da Alegria (SC). O projeto apresenta uma perspectiva abrangente, tendo na educação ambiental a possibilidade de desenvolvimento e disseminação do conhecimento sobre o meio ambiente envolvendo alunos do ensino fundamental e médio com o intuito de despertar a consciência ecológica e os benefícios em consumir produtos orgânicos, além de proporcionar a interação com os recursos naturais.

Trilha Ecológica

A Unidade Florestal mantém em Vargem Bonita (SC), uma trilha ecológica em uma área de Reserva Legal. Conhecida como a Trilha dos Xaxins devido à presença de grande quantidade dessa espécie, possui um percurso de 2.300m, onde é possível ver nascentes, córregos, vegetação nativa, pequenos animais e toda a beleza do Bioma Mata Atlântica. A trilha é utilizada principalmente para a educação ambiental, quando os participantes recebem informações ecológicas sobre o equilíbrio do ecossistema, cadeia alimentar, sucessão ecológica, mata ciliar e a conservação das espécies nativas, especialmente as ameaçadas de extinção.

Programa Despoluir

O Programa Despoluir é desenvolvido na IRANI em parceria com a Confederação Nacional do Transporte (CNT), Federação das Empresas de Transportes e Cargas Logísticas no Estado de Santa Catarina (Fetranscesc), Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Catanduvas e Região (SETCCAR).

Os veículos adequados recebem um selo verde “selo despoluir”, caso o veículo seja reprovado o técnico orienta os motoristas para adequação. Este é um serviço oferecido gratuitamente e trará benefícios mútuos para a IRANI, à prestadora de serviço de transporte, ao motorista do caminhão e à sociedade como um todo.

Imagem do case Monitoramento Limnológico

Para avaliar a qualidade da água dos reservatórios das Pequenas Centrais Hidroelétricas (PcH) da IRANI, a área de Gestão Ambiental desenvolve continuamente, desde 1996, o monitoramento limnológico.

O estudo consiste na realização de análises físico-químicas, microbiológicas e de toxidade dos aspectos qualitativos da água, visando à obtenção de informações, e à busca por uma percepção sistemática e integrada da realidade ambiental.

O programa compreende a coleta de amostras em pontos estratégicos do reservatório das Usinas da IRANI, sendo determinadas variáveis físicas, químicas e biológicas em águas superficiais. Algumas análises físico-químicas e microbiológicas são realizadas em laboratórios da IRANI. A toxidade é feita em laboratórios externos especializados.

Imagem do case Uso de Cinzas da Caldeira

O projeto de uso de cinzas da caldeira de biomassa e de carbonato de cálcio é desenvolvido em parceria com a Embrapa Florestas e pretende viabilizar a utilização desses resíduos como fertilizante nas áreas reflorestadas.

Por suas características químicas, a cinza pode constituir-se em fonte de nutrientes para as plantas e serve como condicionador do solo.

Em virtude desse projeto, a IRANI aderiu ao Programa Terra Boa, da Secretaria da Agricultura e Desenvolvimento Rural de Santa Catarina. O programa visa à distribuição de corretivo de acidez aos produtores rurais do Estado para viabilizar a conservação e a melhoria da qualidade do solo por meio da correção da acidez do terreno.

Para participar do Programa Terra Boa, a IRANI obteve para a Unidade Fabril Papel, o registro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para produtor de corretivo de acidez e registro de produto para comercialização de carbonato de cálcio.

Imagem do case Redução e Reuso da Água

O projeto de redução de consumo e reuso de água faz parte do planejamento estratégico da IRANI. Tem como objetivos principais envolver todos os colaboradores na identificação de consumo desnecessário e vazamentos de água em todas as áreas da Empresa.

Para auxiliar nas ações do Programa, há na IRANI, o Grupo de Redução de Água e Efluente (GRAE). O grupo tem como missão, reduzir o consumo de água e captar águas superficiais e desenvolver projetos que visam o reuso da água no processo produtivo, diminuindo o efluente gerado.

O Grupo conquistou o prêmio Febramec Meio Ambiente 2011 na categoria água e efluente com o case projeto “Uso de Água e Geração de Efluentes – Celulose Irani”.

Imagem do case Estudo da Ictiofauna

A área de Gestão Ambiental da IRANI desenvolve nos reservatórios das Pequenas Centrais Hidroelétricas (PCH) Flor do Mato, Cristo Rei e São Luiz, em Ponte Serrada (SC),  município próximo ao parque fabril de Vargem Bonita, um estudo com espécies de peixes para estabelecer um Índice de Qualidade Integrado (IQ).

Na PCH Flor do Mato a coleta foi feita em 2008 e as análises laboratoriais e de dados até 2010.

Realizado com a autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e por meio da parceria firmada com a Universidade do Contestado (UnC), o estudo resultou na análise de 908 exemplares, pertencentes a 11 espécies distribuídas em 6 famílias.

Com base no cálculo no IQ a maioria dos pontos amostrais do reservatório apresentou boa qualidade de água e o teste de mutagenicidade (observação de células do sangue de peixes expostos à amostra, que avalia se há mutação genética) apresentou baixa incidência de micronúcleos demonstrando não haver efeito mutagênico e clastogênico (quebra de cromossomos) de substâncias presentes na água.

Os peixes capturados foram contados, medidos e pesados. Todos os exemplares foram colocados em formol para fixação e posterior identificação, realizada por um especialista em taxonomia.

Os peixes foram doados para a coleção científica de peixes do Laboratório de Ictiologia da Fundação Zoobotânica (Museu de Ciências Naturais) do Rio Grande do Sul.

Em 2011, iniciou um novo monitoramento dos peixes do reservatório da PCH Flor do Mato.

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